diumenge, 1 de maig del 2016

Traducción del texto: Catalina

Bolth, enquanto jogava com sua dona, encontra algo mais interessante. Uma pequena bola de papel, toda amassada, molhada, e a leva a sua dona Mafalda que percebe uma textura diferente no papel, algo muito antigo. Quando o desdobra percebe que há algo escrito com uma caligrafia muito diferente de tudo o que já havia visto. Seu dia que estava monótono mudou, teve muita vontade de descobrir quem era a pessoa que estava no papel e onde ficava aquele lugar. Então saiu a procurar o endereço que estava ali, pois havia visto que não era muito longe. Depois de uma hora de caminhada chegou, mas encontrou apenas um terreno vazio. Para acalmar a ansiedade gerada durante aquela hora se dirigiu ao parque localizado do outro lado da rua.
O parque era pequeno, tinha três bancos e não mais que cinco árvores. Ali se respirava outro ar.
Dois bancos do parque estavam ocupados por adolescentes. No outro se encontrava uma anciã. Aproximou-se dela e pediu licença para sentar ao eu lado. Suas palavras de boas-vindas saíram entre um amável sorriso. Mafalda tirou do bolso o papel para ler e tentar descobrir algo. A anciã começou a conversar e Mafalda desistiu da leitura. Chamava-se Catalina, tinha 73 anos e vivia sozinha. Todas as tardes visitava o parque. Não gostava de televisão, mas ouvia radio. Mafalda a aconselhou a ler. Não podia ler, sofria de catarata.
A anciã olhou a seu redor. Em voz baixa lhe comentou que fazia três meses que um vizinho havia tentado assassiná-la. Enquanto a escutava, Mafalda conservava o papel aberto sobre suas pernas. Dobrou-o. Não se atreveu a perguntar-lhe. Sabia que seguiria falando. Era o resultado lógico de sua solidão.

Catalina se aproximou mais e baixou o tom de sua voz apagada. Disse que se sentia muito sozinha em seu apartamento, pois odiava seus vizinhos. Acreditava que eles também sentiam o mesmo por ela. De repente percebeu o papel que estava com Mafalda e perguntou do que se tratava. Sem muita vontade, Mafalda começou seu relato desde o começo, segura de que nada de novo podia acontecer. Foi quando olhou para Catalina e ela estava chorando. Perplexa, Mafalda não teve tempo de saber o porquê das lágrimas, o porquê do sofrimento... A senhora se levantou do banco e se foi.

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